PARA VISUALIZAR O MUSEU EM 3D CLIQUE AQUI CLIQUE AQUI PARA INSTRUÇÕES
O que achou do Museu? Deixe seu recado AQUI...

Submitting Form...

The server encountered an error.

Form received.

TRADIÇÃO
A tradição se mostra eficaz na medida em que os sujeitos da história, aqui da história da Bata do Feijão, precisam conhecer a historicidade do traço cultural que os identifica e os tornam membros das comunidades onde moram. Essa identificação, na perspectiva sociológica, tem a função de preservar para a sociedade costumes e práticas que já se mostraram eficazes e eficientes no passado. E isso, salienta WOLTON (2006), [...] na medida em que as sociedades se modernizam, a tradição aparece para suportar a mudança social, pois nenhuma sociedade muda radicalmente, sendo que cada fase de mudança possui também estabilidade.
O NOSSO MUSEU VIRTUAL DA BATA DO FEIJÃO A história de um povo se faz através dos feitos daqueles que viveram/construíram os traços que unem os seus membros, e num tempo nem sempre conhecido. O reconhecimento dessas características converte-se num aprendizado que irá perpetuar os referidos feitos de um grupo social, que será conhecido como uma comunidade. Buscando a conexão entre os saberes/fazeres comunitários com os membros da sociedade, e inclui-los nos currículos escolares como temas que abordem a pluralidade cultural, desenvolvendo os laços entre os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem, possibilitando ainda desfazer os nós impostos pela colonização intelectual compulsória. Essa conexão deve proporcionar ao sujeito sentir-se membro atuante e defensor do espaço compartilhado e a sua atuação deve está centrada em promover/defender aquilo que os une e os identifica. Nessa perspectiva, o nosso Museu Virtual da Bata do Feijão exterioriza a necessidade de fazer conhecer/reconhecer a prática social comum às comunidades de Ovo da Ema e Tiquaruçú, a qual foi/é considerada como um patrimônio sócio histórico e cultural dos das comunidades sujeitos/objetos. O nosso Museu Virtual da Bata do Feijão é o seguimento de uma dissertação de mestrado, cujo título é ‘ Bata do Feijão: da roça para a escola. Neste museu virtual utilizamos a tecnologia 3D com vistas ao alcance dos objetivos propostos, quais sejam: Entender de que forma o traço cultural de um dado grupo social pode unir/reunir o referido grupo; Investigar se a escola cumpre a função social que diz respeito à cultura, seja ela local, nacional, ou global e; Averiguar o poder que o museu virtual exerce na forma em que as pessoas veem a sua cultura, bem como a forma de apropriação/transmissão/perpetuação desse traço cultural. O presente trabalho tem a autoria de Erisvaldo S Souza, e a orientação do professor Dr. Alfredo E. R. Matta. INTRODUÇÃO A busca por um instrumento de empoderamento de um dado grupo social, historicamente relegado à condição de menor ou periférico, nos impõe aderir às novas formas de ver, sentir, e, principalmente, ‘Ler o mundo’. E o museu virtual possibilita essa ‘leitura’, que pode ser realizada através da história das comunidades e seus saberes/fazeres coletivamente construídos. As comunidades do Ovo da Ema e Tiquaruçú, respectivamente povoado e distrito de Feira de Santana, lutam cotidianamente para que uma prática social historicamente produzida, e até agora, esquecida pela mídia escrita/televisada, não seja apenas folclore, e sim a representação dos feitos humanos daqueles que antecederam. Ainda, que perenize e se constitua num elemento de agregação social dos membros das comunidades, com as demais localidades na Bahia, Brasil, e quiçá o mundo. HALL Nessa antessala museu virtual da Bata do Feijão há elementos históricos e geográficos ancestrais das comunidades, em formato de mapas, textos e imagens. Há ainda vídeos da cerimonia com a participação dos atores sociais das comunidades. SALA 01 Nesta sala está disponibilizada um pouco da historia dos povoadores das terras que compõem o município de Feira de Santana hoje: Os Índios – Payayá e Aimoré; Os Guedes e os Peixoto Viegas, além dos africanos que vieram compulsoriamente. Ainda nessa sala poderá ser conhecido o processo de escolha das terras que mais tarde se configuraram na ‘Estrada boiadeira’, e também a escolha e preparação da terra para a semeadura dos grãos de feijão. Proporcionando aos visitantes o conhecimento do espaço em que vive, com as suas potencialidades e usos. Podendo ainda saber quem foram os primeiros povoadores, Indígenas, africanos e europeus. SALA 02 Esta sala possibilita o conhecimento dos critérios que fizeram a diferença na escolha da melhor localização para a comunidade do/para o gado. Proporcionará ainda, saber as formas e meios de semear, de acordo com os recursos naturais, que pode ser com as mãos, com os pés, com pequenas ferramentas ou com grandes máquinas. Conhecerá também as três principais formas de plantio do cereal, as quais obedecem um tempo, um lugar e ao modo historicamente aprendido/ensinado, que pode variar de lugar para lugar, ou ainda permanecer como foi no passado. SALA 03 Nesta sala está disponibilizadas possibilidades para os visitantes entenderem que a participação dos membros das comunidades na manutenção de uma estrutura produzida pelo grupo social a que pertence, contribui para a sustentação das condições de existência do grupo e de si mesmo. Ainda, perceberão que as estruturas de um contexto é composta pela forma/modelo das casas, das escolas, das igrejas, do modo de alimentar e dos demais modos de saber/fazer, os quais obedecem a um critério ancestral. SALA 04 Esta sala possibilita aos sujeitos visitantes perceberem a necessidade da participação e do envolvimento solidário de forma ativa nas produções e nas práticas comuns à comunidade, as quais, para a sua continuidade, dependem dos sujeitos no seu processo de produção, seja ele tradicional ou mecanizado. Assim, a efetivação das relações/interações dos sujeitos pela concretização de uma prática, que busca perpetuar, através do trabalho realizado, as relações do vivido tem a sua importância como elemento de amalgamento social. A Solidariedade como cimento da consciência coletiva: As formas de plantio: tradicional/mecânica, os mutirões para produzir, para comemorar e na produção de bens comuns, e também na formação do sujeito solidário. SALA 05 Esta sala oportuniza que os sujeitos/visitantes do nosso museu virtual da bata do Feijão, reconheçam uma parte da história da região, bem como sujeitos de transformação da realidade em que vivenciamos. Poderão ainda perceber que o consumo, ou a alimentação de um dado grupo social, se constitui em muito mais que um mero ato fisiológico de cada um, mas também, um ato social e cultural e agregador. Daí que alimentação transcende o Fisiológico, indo à construção de laços, onde comer é nutrir, é ligar e religar. Aprenderá também que comer, alimentar, e nutrir são objetivos fisiológicos. Esses objetivos ganham força ainda maior, quando esse fisiológico transcende o seu objetivo e age como cimento de amalgamento social. SALA 06 Nesta sala os visitantes terão acesso as letras e áudios dos cantos de agradecimento pelas boas colheitas, possibilitando aos sujeitos uma aprendizagem que pode ocorrer durante a realização das práticas comunitárias cotidianas, as quais evidenciam os conhecimentos adquiridos nas mesmas. O trabalho quando realizado com prazer torna-se uma atividade pouco desgastante e proporcionadora de ações e reações produtivas. Na Bata do Feijão ocorre o embalar dessas atividades com cantos que ilustram o dia a dia comunitário, bem como as reminiscências de tempos nem sempre exato quanto à criação ou duração. As cerimônias da Bata do Feijão sugerem o agradecimento ao divino às boas colheitas do ano e evidenciam que todos tiveram o necessário para a sua sobrevivência. A ‘ciência’ daqueles que conhecem as formas e meios de produção herdados dos seus antepassados, vem acompanhada de muita criatividade na composição das músicas que dão o ritmo ao trabalho e distrai os trabalhadores, bem como as pessoas que estão apenas ‘apreciando’ a Bata do Feijão. Os cantos de agradecimento proporciona um cotidiano musicalizado , onde aprender que a cultura de um grupo social assenta-se nas formas de interação/produção dos elementos que a compõe, e que pode estar relacionada com os seus ‘divinos’. SALA 07 Nessa sala oportunizaremos aos visitantes quais as práticas e instrumentos que podem possibilitar a Escola juntamente com a comunidade, a construção de meios que aproximem a instituição escolar da comunidade, disponibilizando aos professores e alunos perceberem-se membros ativos, participativos e conscientes das suas condições de existência. Partimos da premissa de que uma das funções sociais da escola ocorre quando a mesma se dá conta de que se faz necessário os ‘ajustes tecnológicos’, nos instrumentos de formação de cidadãos, conscientes da sua condição de sujeito ativo da comunidade que faz parte, até então utilizados. Fica difícil se conceber uma experiência pedagógica “desculturizada”, em que a referência cultural não esteja presente. Escola e Dessa forma, a participação e envolvimento institucional no cumprimento das suas funções sociais, a coloca como instrumento principal de difusão dos saberes e fazeres de um grupo social, e que essa relação é fundamental e necessária. SALA 08 Nessa sala as possibilidades de compreender o que seja simular/simulacro, que de acordo com Baudrillard (1991) é fingir uma presença ausente, criar uma imagem sem correspondente com a realidade. Simulacro é um procedimento relativo à produção de sentidos. Quanto mais próximo estiver da realidade, do objeto, menos deixará de ser uma representação. As oportunidades propostas pelo Museu Virtual da Bata do Feijão procurarão potencializar nos visitantes as condições que lhe permitam produzir peças fílmicas, que remetam ao que lhe foi propostas nas imagens e textos. Oportunizando um aprendizado acerca da cerimonia e do processo de cultivo dos grãos. Possibilitarão ainda, alternativas de controle do que lhe é apresentado, nas formas de simulação. A validação desse aprendizado tem como foco o seu mapa cognitivo, o qual poderá ou não ser alterado. A Simulação/simulacro da cerimonia mostrará as nuances de um evento agrado e do profano que possibilitará também conhecer uma cerimonia cultural que remonta a tempos historicamente imprecisos, a qual tem elementos da tríade étnica formadora do povo feirense, Indígena, africanos e europeus. CONHEÇA MAIS DETALHES DO MUSEU VIRTUAL
Direitos Reservados à Museu da Bata do Feijão desde 2017